TodasO Site da Poesia
 

Selecione a Poesia

DE LETÍCIA E ANA CÉSAR

 

Aqui estou, pensando em Ana César,

Com uma ponta penetrante, de profunda nostalgia

Que imensa saudade minha!

Acho que gostava de mim, daquele tempo, daqueles sonhos,

Que o tempo de Ana César, de algum jeito, foi meu também

Gerações, assim tão próximas, se entrelaçam pela vida

Que se vai, como se vai toda a vida. Como eu mesmo me afastei de mim.

Acho que nunca me conheci. Apenas estive perto.

Achava-se, em mim, aquilo que eu era. Mas não fui tudo aquilo.

Senti algum cheiro, que as lembranças de Letícia me são claras.

Letícia ficou, mas todo aquele tempo se foi e Letícia se foi também.

Falo de mim, mas já sou outra pessoa

Que as lembranças de Ana César, nas páginas do jornal,

Me comovem e me lembram a quem eu nunca conheci.

A alergia aos gatos que me fechava os olhos

A luz do dia que, me fechava os olhos também

Que à noite, num bar, com Letícia,

Repassávamos o mundo, aquele que se passava em nós

E esse mundo talvez passasse por Ana César,

Que algumas poucas mulheres, nas suas almas de mulheres,

São diferentes algumas, e por isso, de alguma forma são iguais

Perguntas e perguntas, assertivas, afirmações e angústias

De Letícia, de Ana César, de tantas mais

E esse mundo não me pertence, que aos homens não pertence.

Posso observá-lo, posso pressenti-lo, mas lá não acho lugar

Que de Letícia e de Ana César sinto falta

Pois que uma foi amiga e a outra é retrato e poesias

De uma tanto ouvi, de outra alguma coisa li

E como, de mundos, tanto falei, falo de mais um

Feito de saudade, nostalgia, muita pena e muito encanto

Imaginário meu, onde mando e desmando

E Letícia e Ana César conversam entre si

E desfaz-se o tempo que se foi

"For ever young and alive"

 

 

Saiba sobre Ana Cristina Cesar

 

 

Selecione a Poesia

Wilson Melo da Silva Filho

 

 

Todas | Alguns Poetas| Um Engenheiro em Capítulos | Contato | Mapa