| ALGUNS POETAS |
FLORBELA ESPANCA
1 - Biografia Sucinta Fazer sonetos, não é uma tarefa simples. O soneto clássico é composto de versos decassílabos, com dois quartetos (quatro versos) e dois tercetos (três versos), em seqüência, com rimas que podem variar de posição. Um soneto é uma forma relativamente sintética, que, apesar disso, se bom, deve apresentar, completamente, um estado de alma ou uma mensagem. Não são muitos os que conseguem se expressar dessa maneira. A forma poética de Florbela Espanca, em sonetos, é a expressão de um gênio da poesia. Nos seus sonetos, Florbela, além da perfeição puramente técnica, consegue extravasar, completamente, tudo aquilo que lhe ia pelo coração, criando uma enorme identidade, entre a sua poesia e a sua alma. Lendo a poesia de Florbela, percebe-se, a mesma, algumas vezes um tanto amarga e cinzenta, outras vezes feita de desejos mal contidos. Pela sua poesia e pela sua própria vida, pode-se perguntar se, em lugar de ter vivido no Portugal do começo do século XX, tivesse Florbela vivido em tempos mais modernos, se o curso de sua vida não poderia ter sido um outro. Tem-se a impressão de que Florbela queria algo que o seu ambiente não lhe podia dar. Talvez procurasse algo que lhe estivesse, no tempo, um pouco além. Durante sua vida, Florbela não teve um grande reconhecimento como poetisa . Tal reconhecimento só se deu devido às circunstâncias de sua morte, em 8 de dezembro de 1930, às vésperas da publicação de seu livro "Charneca em Flor". O fato de ter dado fim à sua vida, fez com que o público se interessasse pelo livro e pelo restante de sua obra. Florbela d'Alma da Conceição Espanca nasceu em 8 de dezembro de 1894 em Vila Viçosa (Alentejo). Seu pai, João Maria Espanca era, na verdade, casado com outra mulher, que acabou sendo a madrinha de Florbela. O mesmo veio a acontecer com seu irmão Apeles, nascido em 10 de março de 1897, que Florbela veio a considerar como sua alma irmã e cuja morte, em 1927, abalou profundamente a poetisa, influindo, com certeza, no destino de Florbela. O primeiro poema de Florbela foi, ao que tudo indica,, A Vida e a Morte, em 1903. Em 1913, Florbela celebra o primeiro de seus três casamentos, em 1917 sofre um aborto e, em junho de 1919, por sua própria conta, publica o seu "Livro de Mágoas". Em seguida, em 1923, também por conta própria, publica o "Livro de Sóror Saudade". Antes disso, em 1921, é assinado o divórcio de Florbela que, dois meses depois, se casa pela segunda vez. Em 1925, após um novo aborto, divorcia-se novamente e, no mesmo ano, casa-se pela terceira vez. Em 1927, conforme mencionado, um acidente aéreo mata o irmão de Florbela, Apeles. Depois disso Florbela, com certeza, nunca mais foi a mesma. Assim sendo, após uma vida pessoalmente conturbada e emocionalmente, complicada, Florbela morre, no dia de seu aniversário, em 8 de dezembro de 1930, por suicídio, ou ingestão excessiva de remédios. Para uma consulta ao acervo digital de Florbela Espanca, recomenda-se o site http://purl.pt/272/2/index.html 2 - Livros Publicados:
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