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FERNANDA
Fernanda, lourinha, doce como o mel, colhido nas flores entreabertas, das manhãs recém-chegadas, Fernanda, lourinha, suave como o orvalho, aprisionado na grama verde, das noites que não se foram. Fernanda, que encontrei tão tarde, para mim, para você, para a vida. Fernanda, em cada olhar teu tens, ainda, a pureza de menina, que não perdestes, cada vez que sonhastes, cada vez que chorastes. sentindo, na alma, as tristezas do teu olhar. Pobre de nós que tarde nos conhecemos, é tarde para o amor, não é tarde para o querer, a ti entrego, neste papel claro, envolto, em presente, minha ternura, e, nela, a cada instante desse teu verde olhar, iremos sempre nos querer bem. Fernanda lourinha, minha irmãzinha, doce como o mel, suave como o orvalho, entreaberta flor, olhos de grama úmida, das manhãs recém-chegadas, das noites que não se foram.
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