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FERNANDA

 Fernanda, lourinha, doce como o mel,

colhido nas flores entreabertas,

das manhãs recém-chegadas,

Fernanda, lourinha, suave como o orvalho,

aprisionado na grama verde,

das noites que não se foram.

Fernanda, que encontrei tão tarde,

para mim, para você, para a vida.

Fernanda, em cada olhar teu tens, ainda,

a pureza de menina, que não perdestes,

cada vez que sonhastes, cada vez que chorastes.

sentindo, na alma, as tristezas do teu olhar.

Pobre de nós que tarde nos conhecemos,

é tarde para o amor, não é tarde para o querer,

a ti entrego, neste papel claro,

envolto, em presente, minha ternura, e, nela,

a cada instante desse teu verde olhar,

iremos sempre nos querer bem.

Fernanda lourinha, minha irmãzinha,

doce como o mel, suave como o orvalho,

entreaberta flor, olhos de grama úmida,

das manhãs recém-chegadas,

das noites que não se foram.

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Wilson Melo da Silva Filho

 

 

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