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ARIEL

Sylvia Plath
Eu te amo
Desesperadamente,
E, no meu desespero,
Sei,
Eu te amo,
Sinceramente.

Hoje foi noite de Lua cheia,
Estrelas cruzavam o céu,
Daqui pra lá,
De lá prá cá,
Mortalmente

Ouvi tiros,
Na Rocinha,
Facções se enfrentavam,
E se matavam,
Doidamente.

Ao lado, um choro,
De criança,
Clamando sem parar,
Papai, papai,
Alucinadamente.

Então, do luar,
Fez-se a chuva,
A tempestade desabou,
Do furacão, vi o olho,
O desespero se abateu,
E, no desespero,
Apaixonadamente sei,
Eu te amo
Para sempre,
Sylvia Plath.

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Wilson Melo da Silva Filho

 

 

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