|
Sorriso de Açúcar
Moça estranha aquela, Que tinha um sorriso nos olhos, Quando chegava até mim. Parecia um sorriso sincero, Mas, hoje, não penso assim Lembrando daquele sorriso E também do esquecimento Dessa falta de atenção E de outras coisas mais, Do até breve, que eu já vou, E do ôi!, que eu já voltei, Que sempre nos fazem tão bem.
Hoje penso diferente: Aquele sorriso de açúcar, "Made in Germany", talvez, Não é um sorriso da alma; É um sorriso automático, Programado pra sorrir Como um forno microondas Ou um "timer" de tv.
Por isso o que eu lhe escrevi Desescrevo tudo agora, Ou escrevo tudo ao contrário; E se algo lhe entreguei, Entreguei equivocado, Que os endereços que eu tinha, Com certeza estavam errados E a moça, destinatária, Hoje sei que não conheço, Pois devo reconhecer, Que tal moça é o avesso Daquilo que um dia pensei Fosse afeto e fosse apreço.
|